Quimioembolização Hepática
Os tumores de fígado têm como etiologias principais a cirrose causada por álcool ou a contaminação por Vírus B e C.
Sabe-se que se nada for feito, a sobrevida desses pacientes varia de 3 a 6 meses. Apenas 60% dos pacientes submetidos à cirurgia sobrevivem por 1 ano e apenas metade sobrevivem 2 anos.
A
Radiologia Intervencionista tem atualmente um papel fundamental quando discutimos os tumores de fígado. Esses tumores são preferencialmente nutridos pela artéria hepática. Como o fígado é nutrido preferencialmente pela veia Porta podemos embolizar ("entupir") a artéria hepática sem prejuízo para o resto do órgão.
O objetivo da quimioembolização é, não só cortar o suprimento de sangue do tumor, como também envenená-lo com quimioterápicos. O resultado é uma diminuição do tamanho do tumor e de sua velocidade de crescimento, possibilitando ao doente aguardar a fila do transplante ou mesmo ser submetido à retirada do tumor.
72% dos pacientes submetidos quimioembolização sobrevivem por 1 ano e mais de 60% por 2 anos.
Além disso a quimioembolização hepática tem como objetivo
aumentar a perspectiva de vida e melhorar sua qualidade naqueles pacientes em que a quimioterapia convencional não apresentou resultados satisfatórios e não há indicação cirúrgica.
Embolização do
Câncer de fígado
Os pacientes que estão à espera de um transplante, ou naqueles em que o tumor é muito grande para ser operado, podem se beneficiar de um procedimento chamado de Quimioembolização, que consiste na injeção do quimioterápico dentro das artérias que irrigam o tumor seguido de seu fechamento.
Assim, além do procedimento endovascular quimioterápico ficar em contato direto com o tumor (câncer), seu alimento (sangue) é cortado, fazendo com que haja uma diminuição significativa de seu tamanho.