A pressão alta, também chamada por hipertensão arterial, é uma doença que atinge o mundo todo. Os números impressionam: a pressão alta já atinge cerca de 1 bilhão de pessoas em escala global . Segundo dados do Ministério da Saúde, no Brasil a pressão alta já atinge aproximadamente 30 milhões de pessoas e acredita-se que outros 12 milhões ainda não sabem que possuem a doença.
A pressão alta mata por ano cerca de 7,6 milhões de pessoas no mundo, por conta das complicações causadas pela doença, como AVC e infarto.
Uma pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde apontou que a proporção de brasileiros diagnosticados com pressão alta cresceu de 21,5% em 2006 para 24,4% em 2009. Já a Sociedade Brasileira de Cardiologia estima que apenas 10% da população faça regularmente acompanhamento médico e siga corretamente as orientações, contribuindo para essa estatística.
O que é pressão alta?
As pessoas diagnosticadas com pressão alta, também chamada por hipertensão arterial, são mais suscetíveis a sofrer “falhas” no coração, nos rins, no cérebro e, principalmente no sistema circulatório. Normalmente, para ser considerado hipertenso, o paciente precisa estar com pressão igual ou superior a 140/90mmHg. Ambos os números são importantes para diagnosticar a pressão alta.

A pressão alta é crônica, ou seja, não tem cura, mas pode ser controlada. Por essa razão, é necessário fazer exames regulares para detectar como andam seus batimentos cardíacos.
A recomendação da Sociedade Brasileira de Hipertensão é medir a pressão, no mínimo, uma vez por ano.
Esse exame tão simples ajuda a prevenir problemas mais sérios.
Quem tem pressão alta pode correr?
Sim. Pacientes com pressão alta devem praticar atividades físicas regulares, o que inclui a corrida. As indicações são as caminhas diárias e correr lentamente (estilo trote) de três a quatro vezes por semanas de corrida lenta. A duração média deve ser de 20 a 60 minutos. O prolongamento deste tipo de atividade durante alguns meses em pessoas de qualquer idade aumenta o consumo de oxigênio, o tempo de exaustão, diminui a frequência cardíaca e também a pressão arterial em repouso
Quais são os sintomas da pressão alta?
Geralmente os pacientes que têm pressão alta não apresentam sintomas. É isto que a torna tão perigosa. Muitas pessoas podem só descobrir que têm pressão alta quando apresentam problemas no coração, cérebro ou rins.
Em algumas pessoas, como as que sofrem de pressão alta grave, os sintomas podem ser mais fáceis de serem identificados, como por exemplo, dores de cabeça, problemas na vista, tonturas, fadiga, inquietação, zumbido no ouvido, sangramento no nariz, palpitações.
Como diagnosticar a pressão alta?
Por se tratar de uma doença que na maioria dos casos não apresenta sintomas, o controle regular – consulta médica e exames de rotina - é a melhor forma de identificar a pressão alta.
Como controlar a pressão alta?
O paciente diagnosticado com pressão alta deve manter uma alimentação equilibrada com pouco sal, controlar o peso, diminuir o ritmo das atividades no dia-a-dia, praticar atividades físicas regularmente, evitar o consumo frequente e excessivo de bebidas alcoólicas, parar de fumar (cigarro, charuto e cachimbo) e controlar o stress.
Em que idade a pressão alta é mais comum?
Segundo dados do Ministério da Saúde, metade dos brasileiros com mais de 55 anos de idade tem hipertensão e quanto mais a população vai envelhecendo, o risco de desenvolver pressão alta aumenta. Na faixa acima de 65 anos de idade, 60,2% dos brasileiros têm a doença. Já a incidência da hipertensão arterial entre os jovens é bem menor – entre 18 e 24 anos de idade, somente 8% foram diagnosticados com hipertensão arterial.
Quais os riscos de não tratar a pressão alta?
Se a pressão alta não for tratada de forma correta, gera uma série de problemas graves, como maior risco de derrame cerebral do tipo isquêmico ou hemorrágico, arritmias, insuficiência cardíaca, hipertrofia miocárdia (aumento do coração), infarto, insuficiência renal, aceleração do processo de aterosclerose e alterações vasculares que comprometem a visão.
Pressão alta atinge mais homens ou mulheres?
De acordo com estudo do Ministério da Saúde, a pressão alta atinge 25,5% das mulheres contra 20,7% dos homens.
Quando devo tratar a pressão alta?
O tratamento da pressão alta deve ser iniciado assim que a doença for descoberta, a fim de minimizar os riscos de problemas mais sérios no futuro.
O que é a pressão alta primária?
A pressão alta primária é a razão da pressão alta em 95% dos pacientes. A elevação da pressão arterial na fase da hipertensão primária é causada pelo aumento de absorção de sal pelos rins e pela perda de elasticidade das artérias, entre outras. A doença surge gradativamente e piora ao longo dos anos.
O que é a pressão alta sistêmica?
A pressão alta sistêmica é uma doença crônica e precisa ser tratada e controlada. Há riscos de a pressão alta sistêmica atingir outros órgãos e sistemas, gerando outras doenças como infartos, hemorragia e encefalopatia hipertensiva, cardiopatia isquêmica (angina), insuficiência cardíaca e aumento do coração.
Quais são os níveis de pressão alta?
Os níveis da pressão arterial são estabelecidos no centro circulatório, que está situado numa parte do cérebro e adapta-se a cada situação através de mensagens enviadas aos centros nervosos. Atinge o seu valor máximo (pressão sanguínea sistólica), durante a “expulsão” do sangue (sístole) e o seu mínimo (pressão arterial diastólica), quando o coração termina o “período de repouso” (diástole).
Considera-se normal quando a pressão arterial sistólica não ultrapassar a 130 e a diastólica for inferior a 85 mmHg.
| SISTÓLICA | DIASTÓLICA | NÍVEL |
| 130 | 85 | Normal |
| 130-139 | 85- 89 | Normal limítrofe |
| 140 -159 | 90 – 99 | Hipertensão leve |
| 160-179 | 100-109 | Hipertensão moderada |
| > 179 | >109 | Hipertensão grave |
| > 140 | >90 | Hipertensão sistólica ou máxima |