
Algumas pessoas não desenvolvem quaisquer sintomas mesmo quando as suas pernas já começaram a ter coágulos (este período é denominado estágio I de Fontaine). À medida que a doença evolui, entre os primeiros sintomas reconhecidos está a dor na barriga das pernas após caminhar-se aproximadamente 300 metros, o que obriga a pessoa a parar para descansar, antes de poder prosseguir.
O termo médico neste caso é claudicação intermitente ou estágio II de Fontaine. Estes sintomas ocorrem também em algumas neuropatias das costas, tais como a estenose espinal e a hérnia discal, pelo que é fundamental diagnosticar se o caso está relacionado com as artérias, com os nervos ou com ambos.
Se estivesse relacionado com as artérias, fazer uma pausa, mesmo em pé, devia ser suficiente para que a dor desaparecesse. No entanto, se estiver relacionado com os nervos, o paciente sentir-se-á desconfortável ao começar a andar e não será capaz de descansar em pé. Neste caso, o paciente sentirá provavelmente dor nas costas e câimbras nos pés.
À medida que o endurecimento das artérias avança, a distância caminhada, após esse descanso, torna-se cada vez mais curta. Neste ponto aparecem pequenas feridas que vão se estendendo até se converterem em úlceras difíceis de curar. Conforme a doença se agrava, a dor nas pernas torna-se tão intensa que não deixa o paciente conciliar o sono. A este sintoma chamamos de dor em repouso, ou estágio de Fontaine III, e aparece justamente antes das pernas começarem a deteriorar-se. Por fim, a superfície dos pés e dos tornozelos começa a gangrenar.
A isto chamamos de estágio IV de Fontaine. Caso não seja tratado a tempo, a deterioração pode se propagar do tornozelo ao restante da perna. Para se diagnosticar os sintomas, mede-se a pressão sanguínea nos tornozelos , que é comparada com a das extremidades superiores para ver em que proporção é mais baixa.
Para que o pacinetes possa andar e correr normalmente, recomenda-se que seja submetido a cirurgia o quanto antes.