Mulheres hipertensas e fumantes têm maior risco de sofrer sangramento fatal no cérebro
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Mulheres hipertensas e fumantes têm maior risco de sofrer sangramento fatal no cérebro

Pesquisa analisou os fatores de risco para a hemorragia subaracnóidea, um dos tipos mais graves de AVC

A hemorragia subaracnóidea (HSA) é um dos tipos de acidentes vasculares cerebrais mais devastadores conhecidos pelos médicos. Causada pelo rompimento de um aneurisma, ela causa uma hemorragia entre o cérebro e as membranas que o rodeiam, podendo levar à morte em até 50% dos casos.

Uma nova pesquisa publicada na revista PLOS ONE analisa os fatores de risco que podem desencadear a HSA e conclui que as mulheres fumantes e hipertensas têm até 20 vezes mais chances de passar por esse tipo de problema. O estudo foi conduzido por pesquisadores da Universidade de Helsinque, na Finlândia, que analisaram um banco de dados coletado pelo governo do país com informações sobre a saúde da população entre 1972 e 2009.

Nesse período, dos 64.349 finlandeses analisados, 437 tiveram uma HSA. A maior parte dos casos aconteceu quando o paciente tinha entre os 45 e 70 anos. Ao analisar os dados, os pesquisadores detectaram uma série de fatores de risco como tabagismo, hipertensão e o sexo feminino que poderiam fazer a incidência da doença aumentar na população. Assim, enquanto oito entre cada 100.000 homens que tinham pressão baixa e nunca haviam fumado na vida poderiam ter uma HSA todos os anos, a média subia para 171 entre cada 100.000 mulheres fumantes e com pressão alta.

Segundo os pesquisadores, uma relação tão forte entre os fatores de risco e o desenvolvimento de uma doença cardiovascular é excepcional, e deve levar ao desenvolvimento de respostas terapêuticas novas. “Nós demonstramos que os fatores de risco podem aumentar drasticamente os perigos de uma hemorragia subaracnóidea.

Assim, fica bastante claro que parar de fumar e tratar a hipertensão são meios importantes de prevenir a HSA e aumentar a expectativa de vida do paciente”, diz Jaakko Kaprio, professor da Universidade de Helsinque que participou da pesquisa.

Fonte: Veja