
Não se sabe com exatidão por que os miomas aparecem. Sabe-se que tem influência genética e hormonal. O mioma é composto exatamente pelo mesmo tecido do útero, sendo apenas uma lesão mais densa.
O tamanho do mioma pode variar desde muito pequeno podendo chegar a uma grande formação que simula uma gravidez de cinco ou seis meses. Dependendo da sua localização, o mioma agrupa-se em três tipos:
Grande parte das portadoras de mioma não apresenta sintomas e até consegue conviver pacificamente com seus nódulos, sem qualquer prejuízo. Por essa razão, de acordo com Dr. Henrique Elkis, a realização periódica de exames preventivos é importante, pois o mioma pode “despertar” de uma hora para outra, ocasionando transtornos.
Dentre os sintomas, os mais comuns são sangramentos ou dores pélvicas. Frequentemente as pacientes têm sangramentos menstruais aumentados ou hemorragias súbitas e volumosas, que podem levar a quadros anêmicos e até a necessidade de transfusões sanguíneas. Outras vezes, as dores pélvicas são oriundas da compressão que o tumor comprime aos órgãos vizinhos, como o reto e a bexiga.
O que é um tumor benigno?
Um tumor benigno, também chamado de neoplasma ou neoplasia, é uma alteração celular que provoca o aumento anormal dos tecidos corporais envolvidos. É considerado benigno quando é bem delimitado, de crescimento lento; e também não reincide após sua remoção, e nem se espalha. O tumor benigno é constituído por células semelhantes às que o originou.
O que é um tumor maligno?
O tumor maligno infiltra as células adjacentes, tem crescimento rápido, e pode reincidir e se espalhar pelo organismo, atacando outros órgãos, por via linfática ou sanguínea: a metástase. Dr. Henrique Elkis explica que o mioma não é esse tipo de tumor maligno.
Tratamento clínico - é baseado na administração de hormônios, sejam eles orais, injetáveis ou de implante subcutâneo. Sabe-se que o mioma se "alimenta" de hormônios e quando administra-se inibidores o mioma tende a reduzir sua atividade, diminuir de tamanho e minimizar seus sintomas. O problema é que o uso prolongado de hormônios têm seus efeitos nocivos. Além disso, quando se suspende a medicação os miomas voltam a crescer rapidamente e os sintomas voltam ainda mais fortes.
Tratamento cirúrgico baseado em dois procedimentos:Tratamento intervencionista: A embolização uterina é a mais inovadora técnica para o tratamento do mioma. A embolização uterina é realizada por especialistas em Radiologia Intervencionista. Como o mioma é "alimentado" por sangue, o corte desse suprimento leva à morte dos tumores. A técnica da embolização uterina é realizada sob anestesia local através da punção de uma artéria da virilha e, com cateteres muito finos, "entope-se" as artérias que irrigam o mioma com pequenas esferas.
RECUPERAÇÃO:
Após dois ou três ciclos menstruais, a paciente passa a menstruar normalmente. O período de internação é de 24 horas, não há cortes ou cicatrizes, e a paciente pode voltar rapidamente às suas atividades. Além disso, a função uterina é mantida e a gravidez pós-embolização uterina é hoje um fato.
Destes tratamentos citados acima, qual é o melhor e por quê?
Sem dúvida a embolização uterina é o melhor tratamento do mioma, por ser uma técnica minimamente invasiva e eficaz para resolver os problemas desconfortáveis causados pelo mioma. A embolização uterina é uma alternativa de tratamento que adquire maior importância em mulheres que desejam preservar o seu útero ou naquelas que desejam retomar as suas atividades rapidamente após o tratamento.
Quais as alterações causadas pelo mioma?
Os miomas podem apresentar algumas alterações. Entre elas podemos destacar, as degenerações: hialina, cística, mucóide, vermelha, gordurosa, calcificação e a degeneração sarcomatosa que é a degeneração maligna dos miomas.
A degeneração vermelha, também conhecida como degeneração carnosa é mais comum no período da gravidez e ocorre com mais freqüência nos miomas intramurais. É uma degeneração que pode levar à ruptura com sangramento e choque, constituindo um quadro bastante dramático.
A calcificação ocorre após necrose do mioma, degeneração gordurosa e nas pacientes na menopausa. Eles podem ser vistos no ultra-som e no RX, sendo um motivo de grande angústia para as pacientes que muitas vezes julgam tratar de malignização, porém esta é uma degeneração benigna dos miomas, não devendo ser motivo de preocupação, lembra.
A degeneração sarcomatosa é a degeneração malígna do mioma (câncer), no entanto, sua ocorrência é bastante baixa, chegando apenas a 0,5% dos casos. Devido a isso, os ginecologistas avaliam que a possibilidade de o mioma virar um câncer deve ser muito bem analisada antes se indicar a cirurgia dos miomas.
O diagnóstico do mioma é feito através de um exame físico pelo ginecologista e se for necessario ele irá solicitar alguns exames por imagem como a ultra-sonografia, RX, histeroscopia, curetagem, laparoscopia e toque sob anestesia.
Nestas situações poderá ser indicado o tratamento cirúrgico ou a embolização dos miomas apenas quando são sintomáticos, o que ocorre aproximadamente em 50% dos casos ou em pacientes jovens assintomáticas e que apresentam crescimento rápido dos miomas.
As maiores causas de indicação de remoção cirúrgica ou embolização dos miomas são devido ao sangramento uterino anormal, infertilidade e dor pélvica.
O mioma uterino é uma doença bastante comum e que deve ser tratada de maneira consciente, evitando com isso a realização de cirurgias desnecessárias.
Recomendações:
Dr. Henrique Elkis recomenda a visita ao médico pelo menos duas vezes ao ano e ao sinal de qualquer alteração, as providências devem ser tomadas imediatamente. O especialista ressalta que o mioma é uma doença comum e deve ser tratado de maneira consciente.
Fontes Bibliográficas