Clínica Elkis Intervenção - Radiologia intervencionista
Veja como o Anticoncepcional influência no organismo da mulher e qual a ligação com mioma uterino

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Clínica de Radiologia Intervencionista Henrique ElkisMédico Especialista Dr. Henrique ElkisEspecialidade IntervencionistaEmbolização de Mioma, Embolização de aneurismas e Câncer, Embolização de hipertensão Arterial e varicocele, Quimioembolização HepáticaAgendamento de consultasEntre em contato com a Clínica
Dr. Henrique Elkis . CRM: 97865 . Médico Radiologista Intervencionista e Cirurgião Endovascular

Cirurgia sem cortes

A Radiologia Intervencionista é uma especialidade que tem como objetivo realizar operações pelo corpo inteiro com anestesia menos invasiva, menor trauma e tempo de internação. Proporciona resultados semelhantes aos das técnicas convencionais usando os vasos como via de acesso mesmo em áreas onde o bisturi comum não alcança.

O marco da Radiologia Intervencionista foi em 1953, quando um sueco chamado Seldinger descreveu uma técnica de punção arterial que permitiu a manipulação de cateteres sem lesar a parede da artéria, além da injeção de contrastes para a visibilidade de veias e artérias. De lá para cá novos equipamentos, materiais e técnicas surgiram e possibilitaram um avanço impressionante da Radiologia Intervencionista tornando-a fundamental em quase todas as áreas da medicina.

Para leigos a Radiologia Intervencionista pode ser traduzida como uma cirurgia feita por imagens. A especialidade - para você ter ideia, só chegou ao Brasil em 2002 - se popularizou muito nos últimos anos. A Radiologia Intervencionista atua em praticamente todos os órgãos e sistemas do corpo humano e é capaz de tratar doenças graves e substituir cirurgias delicadas que acometem o homem como cânceres, aneurismas, obstruções arteriais, miomas uterinos, infertilidade masculina, hemorragias digestivas e do sistema respiratório, entre outras.

Dr Henrique Elkis explica que em muitos casos, a Radiologia Intervencionista produz o mesmo resultado que as cirurgias comuns, sendo menos invasiva, sem internações demoradas, cicatrizes e anestesia geral. No mesmo dia da operação, o paciente pode voltar às suas atividades normais.

Nas operações realizadas com a técnica da Radiologia Intervencionista quase não há sangue ou risco de complicações e infecções. O procedimento realizado com a Radiologia Intervencionista  começa com um fio-guia, que define a trajetória de todo o procedimento, inserido na artéria do paciente por um furo que varia de 1 milímetro a 5 milímetros. Em seguida, pelo mesmo buraco, passa um cateter.

O profissional capacitado para realizar procedimentos intervencionistas é o Radiologista Intervencionista, que deve ter Título de Especialista pela Sociedade Brasileira de Radiologia Intervencionista e Cirurgia Endovascular, ligada ao Colégio Brasileiro de Radiologia.

Mimoma - Embolização de mioma
Mioma na gravidez

A associação entre mioma e gravidez ocorre em aproximada-mente 0,13% a 7%.

Nessa situação, o mioma pode determinar gravidez ectópica (quando o ovo implanta em outro local que não a cavidade uterina), abortamento, parto prematuro, sangramento e dificuldades durante o parto.

Além disso, eles podem aumentar significativamente de tamanho durante a gestação, devido aos altos níveis hormonais.

Cada caso deve ser analisado individualmente, para determinação da necessidade de tratamento.

Tratamento de Mioma

Os miomas uterinos acometem 50% das mulheres em idade reprodutiva. Dessas, a metade é sintomática e, portanto, necessita de tratamento. Os miomas uterinos podem causar problemas como dores, cólicas, sangramento excessivo, prisão de ventre, perda espontânea de urina, aumento do volume abdominal e ainda dificuldade de engravidar ou de manter uma gestação. O não tratamento do problema pode ser devastador para todas as mulheres.

A Radiologia Intervencionista atua de forma decisiva no tratamento dos miomas uterinos. Realizada por especialistas em Radiologia Intervencionista, essa técnica é realizada sob anestesia local através da punção de uma artéria da virilha. Com cateteres de diâmetros finíssimos, entope-se as artérias que irrigam os miomas com pequenas esferas.  Sem a chegada de sangue, o mioma morre aos poucos até desaparecer completamente após alguns meses.

Após 2 ou três ciclos menstruais, a paciente passa a menstruar normalmente. O período de internação é de 24 horas, não há cortes ou cicatrizes, e a paciente pode voltar rapidamente às suas atividades. Além disso a função uterina é mantida e a gravidez pós-embolização é hoje uma rotina.

Aneurismas da Aorta

A aorta é a principal artéria do organismo e responsável por conduzir o sangue ejetado pelo coração para todos os órgãos. O diâmetro normal está entre dois e três centímetros, mas se chegar a seis centímetros há risco eminente de complicações. O tratamento dos aneurismas é realizado para evitar sua principal complicação que é a ruptura. Nesses casos 50% dos doentes vai a óbito imediatamente e dos que chegam a ser operados 90% morre.

Os aneurismas originam-se por uma alteração da musculatura da parede da aorta. Vários fatores contribuem para a formação do aneurisma de aorta, em especial a aterosclerose – processo inflamatório que leva à deposição de placas de colesterol na parede das artérias, acometendo a sua elasticidade normal. A evolução da aterosclerose pode estar associada à hipertensão arterial, tabagismo, idade avançada, distúrbios hereditários, altos níveis de colesterol e diabetes.

Existem duas possibilidades de tratamento. Uma é a cirúrgica e a outra é a Radiologia Intervencionista.

A cirurgia é realizada através de uma grande incisão no abdômen com o isolamento das alças intestinais, já que a aorta fica próxima à coluna. Com a aorta nas mãos o cirurgião faz uma ponte entre os trechos saudáveis da aorta, "pulando" a região acometida pelo aneurisma. O pós-operatório é difícil sendo necessários muitos dias de UTI e muito tempo de afastamento das atividades. Existem ainda potenciais riscos de complicações e óbito.

Já o tratamento realizado utilizando a Radiologia Intervencionista é feita com uma pequena incisão na virilha por onde passa uma prótese dentro da artéria doente, recobrindo e isolando o aneurisma a fim de impossibilitar sua ruptura. O pós-operatório é mais tranquilo, o tempo de internação hospitalar é curto e na maioria dos casos não necessita de permanência em UTI.

Infertilidade masculina

Infertilidade é a incapacidade de um casal sexualmente ativo, sem o uso de qualquer método contraceptivo, conceber uma gravidez no período de um ano, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde). A infertilidade já afeta aproximadamente 15% dos casais e a estimativa é que só no Brasil cerca de 270 mil casais tenham dificuldades para gerar filhos. Segundo especialistas, em 40% das vezes a causa está no homem, mesma porcentagem na mulher; e em 20%, nos dois. Antigamente, a infertilidade sempre era considerada feminina. Hoje o homem também é investigado e se sabe que ele é responsável por metade dos casos.

A infertilidade masculina, problema que atinge 15% dos homens em todo o mundo, pode ser mais complicada do que a simples falta de espermatozóides. Embora haja causas claras e clássicas, como infecções, mais de um terço não sabe o motivo da doença. 

Um dos principais tratamentos para a infertilidade masculina é a Embolização de Varicocele: um revolucionário método para tratamento da varicocele que utiliza as técnicas da Radiologia Intervencionista. Trata-se de um procedimento minimamente invasivo, ambulatorial e que exige apenas anestesia local, proporcionando ao paciente a mesma eficiência da cirurgia, mas com um tempo de recuperação muito menor.

A embolização é realizada por meio de uma pequena incisão na virilha, por onde um cateter é introduzido na veia femoral que faz um mapeamento venoso e detecta no testículo quais são as veias afetadas. Através deste cateter são injetadas substâncias embolizantes que ocluem as veias alteradas impedindo o acúmulo de sangue. Finalizado o procedimento, o cateter é retirado e o paciente fica em observação por algumas horas, recebe alta no mesmo dia e pode voltar à vida normal 24 horas depois, sendo necessário apenas evitar esforço físico. Em pouco tempo, o paciente volta a produzir espermatozóides.

Cânceres

De acordo com recente estatística apresentada pelo WCRF (ONG World Cancer Research Fund), os casos de câncer no mundo cresceram 20% na última década, sendo registradas 12 milhões de novas ocorrências por ano - número superior à população da cidade de São Paulo, com 11, 3 milhões de habitantes.

Os cálculos do WCRF, feitos a partir de dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), apontam que 2,8 milhões dos cânceres estão relacionados à alimentação, às atividades físicas e ao peso da população. Segundo a organização, o número deve crescer dramaticamente ao longo dos próximos dez anos.

No Brasil, o levantamento realizado pelo Globocan 2008, da OMS, apontou para os tipos mais comuns de câncer entre os homens são os de próstata (41,6 mil registros) e os de pulmão (16,3 mil). Já entre as mulheres, a maior incidência é de câncer de mama (42,5 mil) e de colo do útero (24,5 mil).

No caso dos cânceres, o procedimento da Radiologia Intervencionista é feito por meio de um  cateter introduzido na artéria, que libera o quimioterápico diretamente no tumor, diferentemente da quimioterapia, que submete o corpo inteiro ao procedimento. Mergulhado no quimioterápico, o tumor diminui e não cresce.

Dr. Henrique Elkis lembra que no caso dos cânceres de fígado, a técnica da Radiologia Intervencionista, chamada de quimioembolização, é muito segura e obtém sucesso em quase 100% dos casos. Ele explica que pelo fato de alguns tumores serem grandes e não poderem ser operados, após a quimioembolização eles diminuem, permitindo que sejam retirados.

Dr. Henrique Elkis enfatiza que na Radiologia Intervencionista não há gastos com anestesia e internação. Ela pode até sair mais cara do uma cirurgia convencional, mas como é menos agressiva e com menor tempo de recuperação, proporciona melhor qualidade de vida aos pacientes.

Fontes Bibliográficas

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