Como funciona?A
Radiologia Intervencionista ou Cirurgia Minimamente Invasiva atua em todas as áreas e órgãos do corpo humano.
Para isso os Radiologistas Intervencionistas fazem uso de um acesso percutâneo, ou seja, a punção de uma veia ou uma artéria, normalmente da virilha ou do braço, com anestesia local.
Os procedimentos
são realizados com
alta tecnologia.
Câncer
Os maiores avanços da Radiologia Intervencionista estão ligados ao câncer, principalmente de fígado.
Os pacientes que estão à espera de um transplante, ou naqueles em que o tumor é muito grande para ser operado, podem se beneficiar de um procedimento chamado de Quimioembolização, que consiste na injeção do quimioterápico dentro das artérias que irrigam o tumor seguido de seu fechamento.
Assim, além do quimioterápico ficar em contato direto com o tumor, seu alimento (sangue) é cortado, fazendo com que haja uma diminuição significativa de seu tamanho.
Quimioembolização
O objetivo da quimioembolização é, não só cortar o suprimento de sangue do tumor, como também envenená-lo com quimioterápicos.
O resultado é uma diminuição do tamanho do tumor e de sua velocidade de crescimento, possibilitando ao doente aguardar a fila do transplante ou mesmo ser submetido à retirada do tumor.
72% dos pacientes submetidos quimioembolização sobrevivem por 1 ano e mais de 60% por 2 anos.
Como a radiologia ajuda no câncer de fígado?
A Radiologia Intervencionista tem atualmente um papel fundamental quando discutimos os tumores de fígado. Esses tumores são preferencialmente nutridos pela artéria hepática. Como o fígado é nutrido preferencialmente pela veia Porta podemos embolizar ("entupir") a artéria hepática sem prejuízo para o resto do órgão.
Veja nestas fotos os resultados de um procedimento Endovascular:
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| Tumor antes da cirurgia |
Após a cirurgia |