Clínica Elkis Intervenção - Radiologia intervencionista
Nesta página você conhcerá como é feita a Embolização de mioma uterino e como a embolização elimina o mioma

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Clínica de Radiologia Intervencionista Henrique ElkisMédico Especialista Dr. Henrique Elkis
Dr. Henrique Elkis . CRM: 97865 . Médico Radiologista Intervencionista e Cirurgião Endovascular
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Histerectomia

útero é um órgão fundamental para qualquer mulher, sobretudo àquelas que sonham com uma gestação. Infelizmente, a sua retirada (histerectomia), é ainda das técnicas mais comuns no tratamento de doenças ginecológicas, como câncer cervical, miomas e endometriose

Nos Estados Unidos, a estimativa é que aproximadamente 30% das mulheres entre 50 e 60 anos não tenham mais útero. No Brasil, o problema atinge aproximadamente 20% das mulheres na mesma idade.

De acordo com dados do mercado, a histerectomia é a segunda cirurgia mais realizada nos Estados Unidos. Por ano, cerca de 650 mil mulheres são submetidas a esse tipo de cirurgia. Já no Brasil estima-se que o número chegue a 200 mil (não existe uma estatística do Ministério da Saúde).

Neste artigo vamos explicar o que é histerectomia, os tipos de cirurgia e o novo tratamento que evita a retirada do útero, a técnica de Embolização, que substitui a histerectomia para o tratamento de alguns casos de mioma.

1. O que é a histerectomia?
A histerectomia é uma operação cirúrgica que consiste na retirada do útero. A Histerectomia pode ser total, quando se retira o corpo e o colo do útero, ou subtotal, quando só o corpo é retirado.

2. Como é feita a histerectomia?
A maioria das histerectomias, cerca de 75%, são realizadas por via abdominal (por meio de incisão na barriga) e o restante por via vaginal (por meio de incisões dentro da vagina).

3. Em que casos a histerectomia é indicada?
São poucos os casos em que a histerectomia é a única opção para salvar a vida de uma paciente. Porém, de acordo com a evolução da doença a cirurgia de histerectomia é indicada, tais como: tratar problemas como fibrose uterina, canceres de colo do útero, de ovário e do endométrio, tumores no útero, inflamação grave do revestimento do útero e infecções crônicas graves.

Entretanto, nas lesões iniciais, pode-se optar por outras cirurgias menos invasivas com preservação do útero. A estimativa é que cerca de 16% das histerectomias são consideradas desnecessárias.

4. Por que motivo as mulheres precisam fazer a cirurgia de histerectomia?
Alguns anos antes da menopausa (quando cessam os períodos menstruais algumas mulheres começam a ter sangramento abundante da vagina, causado por alterações hormonais ou por fibromas tumores benignos no útero). Embora os fibromas não causem distúrbios na maioria dos casos podem, muitas vezes, dar origem a outras complicações. 


Tratamento alternativo da histerectomia

É importante ressaltar que nem toda paciente precisa retirar o útero.

A avaliação deve ser feita com o ginecologista que poderá apresentar as opções de tratamento de acordo com cada caso.

Havendo a possibilidade de não optar pela Histerectomia o benefício para mulher muito positivo.

5. Quais os efeitos colaterais da cirurgia de histerectomia?
histerectomia pode incapacitar gestações futuras, causar infecções, sangramento excessivo, problemas nos órgãos mais próximos, secura vaginal, incontinência urinária, suores noturnos e alterações de humor. Além de promover outros efeitos colaterais temporários relacionados à utilização de anestesia como náuseas, vômitos, sonolência, tonturas e cefaleia. 

6. Quais são os tipos de cirurgia de histerectomia?

Os tipos de cirurgia de histerectomia são:

  • Histerectomia total ou histerectomia tradicional: feita para a remoção de todo o útero e colo do útero (com ou sem remoção dos ovários ou das trompas de Falópio) por meio de uma grande incisão abdominal. É o tipo de histerectomia mais invasivo.

  • Histerectomia radical: realizada para a remoção do útero, do colo uterino e de alguns gânglios linfáticos pélvicos. Esta intervenção é recomendada para tratar cancros do útero e do colo uterino.

  • Histerectomia parcial: quando o útero é removido e preserva-se o colo uterino. Para alguns ginecologistas manter o colo uterino pode reduzir os problemas de incontinência futura.


Pesquisas feitas sobre a embolização de mioma podem ser resumidas da seguinte maneira:

9 em cada 10 mulheres que tinham sangramento intenso voltam a ter menstruações normais;

9 em cada 10 mulheres que tinham dor provocada por miomas relatam desaparecimento dos sintomas;

O tamanho do útero e dos miomas regride em até 50% três meses após a embolização uterina e em até 90% um ano após;

Os efeitos provocados pela embolização são permanentes, o que raramente torna necessário algum procedimento terapêutico adicional. 



7. Qual o tempo de recuperação de uma cirurgia de histerectomia?
O tempo de recuperação de uma cirurgia de histerectomia varia de paciente, mas a média é de 4 a 6 semanas.

8. Após a cirurgia de Histerectomia não poderei ter mais filhos?
Infelizmente, a retirada do útero impossibilita totalmente a mulher de engravidar. Além disso, não há qualquer método ou cirurgia que reverta a histerectomia.

9. A histerectomia implica na extração dos ovários?
Nem sempre. Os ovários só precisam ser retirados quando têm uma doença, ou se a mulher já estiver na menopausa, evitando risco de câncer nos ovários futuramente. Já as mulheres que ainda não tenham chegado à menopausa, a extração dos ovários causa uma menopausa brusca e prematura.

10. Quando pode voltar ter relações sexuais?
Aproximadamente de seis a oito semanas após a cirurgia de histerectomia. A sexualidade da mulher e a sua capacidade de ter orgasmos não são afetadas pelo fato de se ter submetido a uma histerectomia. As mulheres que tinham sangramento abundante ou desconforto durante as relações sexuais antes da intervenção cirúrgica podem começar a sentir mais prazer nas relações sexuais. 

11. E quanto aos testes de Papanicolau depois de uma histerectomia?
As mulheres que mantém seu colo uterino intacto devem continuar a fazer o procedimento conforme recomendado pelo médico.  

12. A histerectomia é o único tratamento possível?
Não. Embora a cirurgia de histerectomia seja fundamental para tratar alguns tipos de câncer, a histerectomia deve ser a última alternativa para tratar distúrbios como sangramento abundante e fibromas.

13. Qual é o tratamento opcional à cirurgia de histerectomia?
A embolização da artéria uterina é uma alternativa à histerectomia que evita a retirada do útero da mulher. Enquanto a histerectomia retira o útero, a embolização preserva e possibilita que a mulher engravide novamente, além de proporcionar uma vida mais  saudável. É importante ressaltar que nem toda paciente precisa retirar o útero. A avaliação deve ser feita com o ginecologista, que poderá apresentar as opções de tratamento de acordo com cada caso. Havendo a possibilidade de não optar pela Histerectomia o benefício para a mulher pode ser muito positivo.

14. Quais as vantagens da embolização do mioma uterino em relação à histerectomia?

Algumas das vantagens da embolização uterina em relação à histerectomia são:

  • É um procedimento realizado com anestesia local.
  • Não deixa cicatriz ou sequela externa.
  • Pode ser feito em regime ambulatorial ou, no máximo, necessita de um único dia de internação.
  • A recuperação é muito rápida, permitindo que as pacientes retornem às suas atividades habituais apenas três a quatro dias após o procedimento.
  • É altamente eficaz para controlar os sintomas provocados pelo mioma.
  • Trata todos os sintomas do mioma ao mesmo tempo.
  • Os efeitos terapêuticos são permanentes, o que raramente torna necessário um procedimento adicional.
  • Preserva o útero e a possibilidade de fertilidade.
  • Permite a terapia de reposição hormonal, se necessária.


Recomendações:
De acordo com Dr. Henrique Elkis, a principal recomendação é que toda mulher consulte um médico que pedirá um histórico clínico completo, fará exame físico e solicitará ou revisará estudos complementares. Ao concluir que os sintomas são decorrentes da miomatose, o próximo passo é apresentar e discutir todas as opções terapêuticas disponíveis. Quando a paciente aceita realizar a embolização uterina, será necessário revisar os estudos laboratoriais e de imagem - que têm uma validade média de 30 dias - e então agendar a embolização. 
Na dúvida, procure sempre uma segunda opinião e faça valer os seus desejos e o seu direito de preservar o seu útero!


Veja nesta entrevista o Jornal Hoje em Dia, Dr. Henrique Elkis explica como é feita a embolização do Mioma:


Embolização
de Mioma



Jornal Hoje em dia - 10/05/2011


O mioma surge a partir de uma célula muscular do útero que cresce desproporcionalmente e se apresenta de vários tamanhos diferentes.

Veja na reportagem o que especialistas falam sobre os sintomas, seus perigos e como ele pode ser curado.

15. Como é feita a embolização do mioma uterino?
Como o mioma é "alimentado" por sangue, o corte desse suprimento leva à morte dos tumores. A técnica da embolização uterina é minimamente invasiva, realizada sob anestesia local e não precisa de pontos, pois não são feitos cortes.
Na região da virilha, onde passa a artéria femoral, o radiologista intervencionista faz um pequeno furo, de no máximo 2 milímetros, por onde é introduzido um cateter. Guiado por um equipamento de radiologia digital com alta definição de imagem, o especialista conduz o cateter até a artéria que leva sangue ao útero.

Pelo cateter é injetado micro partículas esféricas de uso biológico, que vão obstruir essas artérias e interromper o fluxo sanguíneo que alimenta o mioma. Desta forma, o mioma tende a diminuir e os sintomas são eliminados. Após dois ou três ciclos menstruais, a paciente volta a menstruar normalmente. Por meio da embolização da artéria uterina o médico elimina facilmente o tumor, sem agredir o paciente e sem deixar grandes cicatrizes que possam comprometer a estética feminina.

16. A embolização do mioma uterino interfere nas funções normais do útero?
Não. A embolização do mioma facilita a integridade estrutural do útero e sustenta a bexiga, órgãos pélvicos, intestino e ossos. O útero ajuda a separar e a conservar a bexiga na sua posição natural. Já o intestino mantém sua composição própria atrás do útero e passa a ser nutrido por circulações colaterais que conservam sua vitalidade.

17. A embolização do mioma uterino causa dor?
Não. A embolização do mioma uterino é um procedimento indolor, pois não há terminais de dor no interior das artérias. 

18. Qual o grau de sucesso da embolização de mioma?
A embolização uterina pode ser realizada com sucesso em quase 100% dos casos. Algumas vezes surgem situações mais desafiadoras, como acontece em mulheres que têm uma cirurgia pélvica prévia ou têm variações anatômicas vasculares ou uma patologia vascular associada. Mas a experiência e o treinamento do especialista em radiologia intervencionista, aliado aos recursos tecnológicos que a medicina moderna oferece, permitem resolver a maioria dos casos.

19. Quais são os riscos associados à embolização do mioma uterino?
A embolização uterina é um dos procedimentos mais seguros para o tratamento de mioma, porém, como qualquer procedimento médico oferece alguns riscos à paciente. Algumas mulheres podem sentir dor abdominal, como cólica, náusea e febre. Todos estes sintomas são controlados com medicação apropriada. Já um pequeno número de mulheres pode desenvolver infecções que, em geral, são de fácil controle com antibióticos. Mas são raros os casos de mulheres que tiveram lesão uterina e precisaram passar por uma histerectomia, e de mulheres que perderam os seus ciclos menstruais, isto é, entraram na menopausa após a embolização uterina.

20. Quais as vantagens da embolização do mioma uterino com relação à histerectomia?

  • É um procedimento realizado com anestesia local.
  • Não deixa cicatriz ou sequela externa.
  • Pode ser feito em regime ambulatorial ou, no máximo, necessita de um único dia de internação.
  • A recuperação é muito rápida, permitindo que as pacientes retornem às suas atividades habituais apenas três a quatro dias após o procedimento.
  • É altamente eficaz para controlar os sintomas provocados pelo mioma.
  • Trata todos os sintomas do mioma ao mesmo tempo.
  • Os efeitos terapêuticos são permanentes, o que raramente torna necessário um procedimento adicional.
  • Preserva o útero e a possibilidade de fertilidade.
  • Permite a terapia de reposição hormonal, se necessária.


Fontes Bibliográficas


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